quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Solidão é ...

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isso é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não voltam... Isso é saudade! 

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para organizar os pensamentos... Isso é equilíbrio! 

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente... Isso é um princípio da natureza! 

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isso é circunstância! 
Solidão é muito mais do que isso... 

 SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

(autor mais famoso de sempre...)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Afinal...

Afinal, no final, aquilo que entre nós "só pode ser bom" está a ser mau demais... eu amote (tudo junto, para que nada nos separe!) com todas as forças do meu ser, grande por fora mas, por dentro, mais frágil que folha de ouro.
Tenho aqui dentro tantas memórias e jeitos de sentir que, eu juro, não sou capaz de processar... só sei desesperar. Estou a viver um pesadelo, outra vez! Faltam-me as forças para reagir e as lágrimas para chorar... restam-me os soluços e o aconchego de uma almofada pouco seca...! Dói! Dói muito! Dói tanto!!

Eu humilho-me, eu rastejo, eu vou ao fim do mundo as vezes que forem precisas, eu arranjo maneira de morrer e voltar à vida mas, por favor, volta para aqui, volta para mim! Por favor!! Ou então deixa-me voltar para ti... por favor!! Eu prometo, de verdade, que vou ser melhor pessoa do que tenho... E, se eu estiver a ser o maior egoísta que já conheceste, deixa-me voltar a sê-lo mais uma vez para te dizer que tu me fazes mais falta para viver do que o ar que respiro ou o pão que me alimenta...

Não tenho jeito nenhum com as palavras, eu sei, mas ao menos deixa-me olhar para ti daquele jeito... talvez os meus olhos falem por mim daquilo que aqui vai dentro e tu possas entender que, sem ti, a minha vida deixa de fazer sentido! 

Se tudo isto não passar de um conjunto de ilusões e desejos impossíveis, quero que saibas (e tu sabes!) que apenas te quero ver bem! Que eu morra aqui e agora, se este desejo é falso! Para mim, tu não deixaste de valer a pena... continuas a valer a vida! A minha miserável vida! :'(

Se existe algum defeito em ti, esse defeito está, seguramente, para além da perfeição!

quarta-feira, 27 de março de 2013

As Correntes Que Nos Apertam(os)

Muda! Cresce! Não o faças pelos outros, fá-lo por ti! Luta! Acredita! Não te rendas com tanta facilidade aos obstáculos que a sociedade te impõe! Não há sonhos impossíveis... impossível é não sonhar! 
Não baixes a cabeça quando te derrotares ou quando te derrotarem! Sê humilde e aprende que pedir desculpa nas horas certas não faz de ti fraco mas humano e humanizado!
Agradece! Só quem já sentiu a necessidade de pedir é capaz de tal... 
Ri! Não tenhas medo que te chamem tolo... 
Chora! Não tenhas medo de parecer sentimental... 
Estende a mão e não tenhas medo de te deixar envolver!
Não tenhas medo de mostrar o que sentes porque assim o teu verdadeiro "eu" há-de falar por ti!
Corre riscos e não tenhas medo de te decepcionar... 

Há pessoas que não correm riscos, não são e não têm nada! Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões mas, por outro lado, não alcançam nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem! Acorrentadas às suas próprias atitudes, elas tornam-se escravas, privadas da sua própria liberdade! Correr riscos é ser livre! Podemos aprender sempre; quanto mais não seja como não queremos ser ou não queremos fazer!

Vive!! Porque viver nunca é apenas correr o risco de morrer!

domingo, 28 de outubro de 2012

De raiva e de dor...

Quero é viver...!
Gritar e romper os horizontes que os olhos alcançam e a imaginação procura. Lançar sem medo a minha carne e a minha alma na luta, sem medo de chorar, sem medo de me ferir, sem medo de chegar...

É preciso certa dose de loucura para acreditar nos sonhos de ontem e para esquecer os desejos de hoje. É preciso ter poesia no olhar e ver as coisas como novas quando o veneno da rotina as torna fatalmente banais...
É preciso gritar muitas vezes, de raiva e de dor, de alegria e de rancor! É preciso não esconder o coração nem tampouco esconder-me dele mas, em vez disso, atirá-lo às nuvens e prendê-lo nas estrelas.
Preciso traçar a vida como quem desenha as linhas do corpo de um amor que nos arrebata e arrebenta por dentro e nos embala por fora... Quero ser de sangue, de ferro, de berro e de barro, de terra... 
Quero guardar tudo! Preciso dar sempre mais...

domingo, 16 de setembro de 2012

Sacatripos...

"Só se desilude quem alguma vez esteve iludido".

Ainda que por breves instantes, há pessoas que têm o condão de nos fazer acreditar que podem ser diferentes, mas... 
Deixemos isso para outras calendas! 
Mordedura de cão cura-se com pêlo de cão...

Sacatripos sacatrapos, tudo é santo!!

domingo, 15 de julho de 2012

Espelhismo...

Querem vencer, querem, convencidos, vencer! Vençam lá, à vontade. Sobretudo vençam sem me chatear.

Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos!) os meios. Estão todos convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras!), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais "palco"!
Praticam uns com os outros uma espécie de espelhismo galanteador... Além de espectadores, o convencido precisa de "irmãos em convencimento".
No corre-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. A sua vaidade nunca é gratuita e há que tirar dela todo o rendimento possível. É tudo uma questão de utilidade e lucro!
Para quem tem a pachorra de lhe seguir o passo, o convencido da vida farta-se de cometer "gaffes"! E cada uma mais gorda que a outra... mas não importa porque, segundo ele, o caminho é em frente e para cima.
No meio disto tudo, o mais grave erro de um convencido é achar-se melhor que os outros e, por isso, não é assim tão raro ver um "alpinista" destes a fazer "plof" e descer, liquidado para as profundezas.
Como é da sua natureza, depressa irá tentar refazer a sua imagem, retomando o seu propósito de se convencer da vida (da sua, claro!) para de novo ser o convencido da vida que, afinal... nunca deixou de ser!

E é isto, então, in "Uma coisa em forma de assim".