Vou percorrendo o íntimo do meu coração à procura do esconderijo onde guardei coisas essenciais para obter alguma ténue indicação sobre quem sou e sobre o que aqui mora....
O mundo afectivo da minha intimidade é denso... uma amálgama... demasiada concentração de coisas apinhadas... lógica e caprichos!
Qual a parte boa? Tu(do)!
No fundo, no fundo, quero tão simplesmente dizer-te: Obrigado por fazeres parte da parte bonita da minha história!
Porque sim! Porque tu(do) não vales a pena... vales a vida!
Uma tentativa de colocar por escrito aquilo que surge, às vezes, com demasiada força...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Só se não for...
Mordedura de cão cura-se com pêlo de outro cão, dizem... Só se não for!
A vida é um dilema singelo... ou se é bigorna ou se é martelo...
Carros velhos, homens sem abrigo a dormir agarrados a garrafas... as pedras da calçada desfeita atiradas para o meio da estrada e chove... chove muito agora e eu protejo-te com as minhas grandes mãos...
Tenho frio...
Vejo a luz da lua na tua cara...
Batem as portas, em tons de suicídio, como se fossem um corpo morto a cair no chão...
Finalmente podemos dar um ao outro tudo o que temos cá dentro!
Escureceu muito, já não estás ao meu lado...
Tenho medo...
Afinal tudo não passou de um sonho... estou sozinho e tu partiste!
Batem as portas... e vejo alguém de dedo em riste!
Olho para trás e afinal ainda lá estás.
Já não tenho frio nem medo! Leva-me para onde quiseres... por ti serei vagabundo!
A vida é um dilema singelo... ou se é bigorna ou se é martelo...
Carros velhos, homens sem abrigo a dormir agarrados a garrafas... as pedras da calçada desfeita atiradas para o meio da estrada e chove... chove muito agora e eu protejo-te com as minhas grandes mãos...
Tenho frio...
Vejo a luz da lua na tua cara...
Batem as portas, em tons de suicídio, como se fossem um corpo morto a cair no chão...
Finalmente podemos dar um ao outro tudo o que temos cá dentro!
Escureceu muito, já não estás ao meu lado...
Tenho medo...
Afinal tudo não passou de um sonho... estou sozinho e tu partiste!
Batem as portas... e vejo alguém de dedo em riste!
Olho para trás e afinal ainda lá estás.
Já não tenho frio nem medo! Leva-me para onde quiseres... por ti serei vagabundo!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Dignidade!?
O Homem nuclear é aquele que perdeu a sua fé ingénua nas possibilidades da tecnologia e está penosamente consciente de que os mesmos poderes que lhe permitem criar vida nova contêm em si o potencial da autodestruição...
Para este "nós" o futuro tornou-se numa opção! O drama não reside na existência de um novo perigo, no futuro... o drama está, tão simplesmente, no facto de provavelmente nem sequer haver futuro...
Porque é que o Homem deve casar e ter filhos, estudar e construir uma carreira, seja ela em que área for; porque é que deve inventar novas tecnologias, construir e desenvolver novas ideias se duvida da existência de um "amanhã" que possa garantir o valor do seu esforço? Para este "nós" a vida tornou-se facilmente num arco cuja corda está partida e é incapaz de disparar uma única seta! No meio da nossa desorganização ficamos paralisados... todo o nosso ser converte-se em apatia e tédio!
Só quando nos sentimos responsáveis pelo nosso futuro é que podemos ter esperança ou desesperar... quando nos encaramos como vítimas passivas de uma qualquer burocracia extremamente complexa, passamos a vaguear de momento em momento, acabando por transformar a nossa vida numa longa cadeia de incidentes e acidentes...
Sentido de continuidade precisa-se...!
Para este "nós" o futuro tornou-se numa opção! O drama não reside na existência de um novo perigo, no futuro... o drama está, tão simplesmente, no facto de provavelmente nem sequer haver futuro...
Porque é que o Homem deve casar e ter filhos, estudar e construir uma carreira, seja ela em que área for; porque é que deve inventar novas tecnologias, construir e desenvolver novas ideias se duvida da existência de um "amanhã" que possa garantir o valor do seu esforço? Para este "nós" a vida tornou-se facilmente num arco cuja corda está partida e é incapaz de disparar uma única seta! No meio da nossa desorganização ficamos paralisados... todo o nosso ser converte-se em apatia e tédio!
Só quando nos sentimos responsáveis pelo nosso futuro é que podemos ter esperança ou desesperar... quando nos encaramos como vítimas passivas de uma qualquer burocracia extremamente complexa, passamos a vaguear de momento em momento, acabando por transformar a nossa vida numa longa cadeia de incidentes e acidentes...
Sentido de continuidade precisa-se...!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Âmago...
Paradoxalmente, ao recolher-mo-nos dentro de nós mesmos, não por termos pena de nós mas por humildade, criamos o espaço para que o outro possa ser ele próprio e chegue até nós nos seus próprios termos... A nível humano, o recolhimento (doloroso e solitário!) do "eu" ajuda o "tu" a ser!
domingo, 11 de setembro de 2011
Perdoar...
Perdoar é tão só caminho aberto para o futuro! O perdão não "paga para trás"... prepara o "para a frente"!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O único lugar onde não existe tempo é dentro da mente humana!
Tempo...
Em todo o lado estamos sujeitos ao tempo. Em todo o lado, como escreve o poeta, essa palavra repetida ao expoente da loucura...
Tempo! A cada instante, o tempo faz com que estejamos a ficar sem ele...
É preciso descobrir que apenas existe um lugar onde o tempo é irrelevante... o coração!
Um coração aberto e disponível ao Senhor do tempo faz com que o tempo se transforme em gozo e prazer sem limite de tempo...
Porém,, para isso, é preciso dar tempo ao tempo no acolhimento do dono do tempo, na medida em que sem tempo para perder tempo e permanecer no templo, pode acabar-se o tempo para entrar naquele lugar onde o tempo não é tempo mas templo.
Em todo o lado estamos sujeitos ao tempo. Em todo o lado, como escreve o poeta, essa palavra repetida ao expoente da loucura...
Tempo! A cada instante, o tempo faz com que estejamos a ficar sem ele...
É preciso descobrir que apenas existe um lugar onde o tempo é irrelevante... o coração!
Um coração aberto e disponível ao Senhor do tempo faz com que o tempo se transforme em gozo e prazer sem limite de tempo...
Porém,, para isso, é preciso dar tempo ao tempo no acolhimento do dono do tempo, na medida em que sem tempo para perder tempo e permanecer no templo, pode acabar-se o tempo para entrar naquele lugar onde o tempo não é tempo mas templo.
Intimidade?
Se eu não confiar em mim próprio, como poderei confiar noutra pessoa?
A mesa é o lugar da intimidade. À volta da mesa descobri-mo-nos uns aos outros...
É o lugar onde perguntamos: «Como foi o teu dia?» É o lugar onde comemos e bebemos juntos e insistimos: «Vamos, come mais um pouco!» É o lugar das histórias novas e velhas. É o lugar dos sorrisos e das lágrimas.
Por outro lado, a mesa também é o lugar em que mais dolorosamente se sente o distanciamento entre os presentes. É o lugar onde os filhos sentem a tensão entre os pais, onde os irmãos e as irmãs manifestam a sua ira e os seus ciúmes, em que se fazem acusações e em que os pratos e os copos se tornam em instrumentos de violência.
À volta da mesa percebemos se há amizade e comunidade ou ódio e divisão. Precisamente porque é lugar de intimidade para todos os membros da família, também é o lugar onde a ausência dessa intimidade mais se revela.
Nada de novo, nada de surpreendente. Acontece todos os dias, em inúmeras casas. Faz parte da essência da vida, feliz ou infelizmente.
A mesa é o lugar da intimidade. À volta da mesa descobri-mo-nos uns aos outros...
É o lugar onde perguntamos: «Como foi o teu dia?» É o lugar onde comemos e bebemos juntos e insistimos: «Vamos, come mais um pouco!» É o lugar das histórias novas e velhas. É o lugar dos sorrisos e das lágrimas.
Por outro lado, a mesa também é o lugar em que mais dolorosamente se sente o distanciamento entre os presentes. É o lugar onde os filhos sentem a tensão entre os pais, onde os irmãos e as irmãs manifestam a sua ira e os seus ciúmes, em que se fazem acusações e em que os pratos e os copos se tornam em instrumentos de violência.
À volta da mesa percebemos se há amizade e comunidade ou ódio e divisão. Precisamente porque é lugar de intimidade para todos os membros da família, também é o lugar onde a ausência dessa intimidade mais se revela.
Nada de novo, nada de surpreendente. Acontece todos os dias, em inúmeras casas. Faz parte da essência da vida, feliz ou infelizmente.
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